Eu que dirijo o meu carro pelas ruas,
Na correria busco um sentido para o que vejo
Vejo crianças nos semáforos fazendo malabarismos,
Vejo velhos pedindo esmolas com suas roupas surradas,
Vejo mendigos dormindo na calçada e a manhã é fria,
Vejo transeuntes correndo para a vida alcançar,
Mas levam pouca vida em seus rostos,
Vejo uma mãe com o filho no colo,
Vejo árvores sem frutos,
Vejo o dia sem sol,
Vejo a indiferença pelo que circula cada um,
Vejo solidão no carro importado ao meu lado,
Vejo pessoas buscando o ganha pão,
Vejo o relógio que cronômetra as horas,
impiedoso, dizendo de meu atraso.
Vejo que já é tarde para voltar atrás,
Vejo que preciso chegar onde preciso ir,
Vejo que está na hora de seguir.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
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